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Barco movido a hidrogênio recebe evento sobre resiliência climática
Embarcação JAQ H1 sediou debate sobre adaptação climática e transição energética durante a COP30, em Belém
Nov 13, 2025
Embarcação movida a hidrogênio verde ancorada na entrada da Estação das Docas em Belém vai deixar a capital do Pará rumo ao Rio de Janeiro ao final da COP30.
"Como legado, dois barcos como este vão ser usados para pesquisa nos biomas brasileiros", anunciou Cila Schulman, à frente do projeto do Barco JAQ H1, em parceria com o Grupo Náutica. "Vamos também passar a produzir hidrogênio a bordo da embarcação."
O anúncio foi feito na abertura do evento realizado em conjunto com o Movimento União BR, na manhã desta segunda-feira (17). O café da manhã foi seguido por um painel a bordo intitulado "Juntos pela resiliência: adaptação e ação frente à Emergência climática".

Davi Lopes, da GWM Hydrogen, e Cila Schulman, líder do projeto JAQ H1, durante tour pela embarcação ancorada na Estação das Docas em Belém, durante a COP30 - Eliane Trindade/Folhapress
No auditório do futuro barco-escola com foco em sustentabilidade e adaptação climática, as cofundadoras do União BR, Tatiana Monteiro de Barros e Marcella Coelho, reuniram parceiros para mostrar como a atuação conjunta com empresas e poder público tem feito a diferença nas respostas aos desastres climáticos, cada vez mais frequentes no país e no mundo.
Participaram da conversa Luciana Nicola, diretora de Relações Institucionais e Sustentabilidade do Itaú Unibanco; Malu Nunes, diretora da Fundação Boticário, e Raquel Argentino, head de Sustentabilidade e Impacto Social da Latam Brasil.
"O União BR é o braço do Itaú para atender desastres desde o 'Day zero'", destacou Luciana, sobre a agilidade da ONG parceira com a ONG que virou referência nacional e internacional em ajuda humanitária, atuando nas enchentes no Rio Grande do Sul, na tragédia climática do Litoral Norte de São Paulo e nos recentes tornados no Paraná.

Luciana Nicola, diretora de Relações Institucionais e Sustentabilidade do Itaú Unibanco e Tatiana Monteiro, cofundadora da União BR - Divulgação
"Reservamos recursos também para o pós-desastre, para a reconstrução, quando o desastre saiu da mídia e as necessidades continuam lá nas comunidades impactadas", afirmou a diretora do Itaú Unibanco.
Para a gestora da Fundação Boticário, o modelo do União BR é eficiente para chegar a quem de fato precisa. "Acredito na colaboração e no trabalho em rede", disse Malu.
Ela também apresentou inovações, como a plataforma que reúne soluções baseadas na natureza para que prefeitos possam adotar medidas para tornar suas cidades mais resilientes diante das intempéries climáticas.
Já Raquel Argentino trouxe números como as 800 toneladas de doações já transportadas em ações conjuntas do União BR em diferentes catástrofes, dentro e fora do Brasil, por meio do projeto Avião Solidário.

Marcella Coelho, cofundadora da UniãoBR; Raquel Argentino, head de Sustentabilidade e Impacto Social da Latam Brasil; Malu Nunes, diretora da Fundação Boticário; Tatiana Monteiro, cofundadora da UniãoBR, e Cila Schulman, líder do projeto JAQ H1 - Divulgação
Ao final da conversa, os convidados fizeram um tour pelo JAQ HI, o primeiro navio híbrido a utilizar células de combustível de hidrogênio embarcado.
"Nesse caso, a gente usa energia gerada a partir do hidrogênio que reage com oxigênio, e também energia elétrica. E como subproduto temos água. Só energia limpa. Daqui não sai nenhum tipo de poluente nem emissão de gases do efeito estufa", explicou Davi Lopes, responsável pelo negócios da GWM Hydrogen no Brasil e América Latina.